sexta-feira, 24 de julho de 2009

Sombra e Escuridão

Após termos iniciado esta via 3 anos atrás, fomos eu e o Braga terminar esta conquista.
Haviamos conquistado 2 cordadas na primeira investida e pelos nossos cálculos mais 2 enfiadas estariamos no cume.


1° Cordada:

Esportivo de parede, sai da base fazendo alguns lances de 7°a e chega no 1°P da cordada, as agarras diminuem, mas com equilíbrio e usando a sapa da maneira correta, alcança o 2° e 3° P's da cordada, desse grampo, segue sentindo a um pequeno plato onde após domina-lo, protege-se com um camalot #0.75 na fenda da direita (importante usar costura grande) antes de fazer a travessia para o 4° P da cordada, protege ele e segue tendendo para a esquerda até alcançar o 5°P da cordada. A partir da quinta proteção fixa, o grau em livre sobe consideravelmente, sendo um possível 9°a, o qual pode ser feito em artificial de cliffs de agarra e buracos (A0).


2° Cordada:

Sai da base e logo protege-se em um móvel, segue sentido cresta oeste do Baú, protege em 1 chapa e mantem-se na cresta, após proteger em uma fenda horizontal, segue tendendo para esquerda sentido pequena arvore e plato, desviando da vegetação existente na parede, passa a base de rapel na beira do plato e toca para a face Sul do Baú, onde tem a P2 mista abaixo da fenda que atravessa o teto.



3° Cordada:

Fenda linda e sólida, com muitas colocações boas A2 e com forte possibilidade de ser feita em livre, algo em torno de 9°b/c, após a fenda sai em 4 furos de cliff até a 2° chapa da cordada. Dessa chapa segue por balcões e agarras abaoladas (VIIa/b) até a base, onde literalmente o vento faz a curva no Baú.


4° Cordada:

Bonita, exigente e com lances emocionantes ao melhor estilo da escalada em aventura, lembrando muito algumas cordadas do Garrafão.
Esta cordada foi conquistada sem batedor, o que haviamos levado havia nos deixado na mão, levamos a furadeira, com a bateria possuindo autonomia de 6 furos de 10mm, após a 6° chapa batida e sem possibilidades de bater mais nada, faltando ainda uns 15 mts pro cume, mirei uma canaleta de mato que possivelmente levaria para algumas árvores do cume, com sorte consegui proteger na canaleta e quando a corda já estava acabando cheguei em uma árvore que fixei a corda para o Braga subir.


Semana de Escaladas

Esta semana após um longo periodo de trabalho, conquistando novas vias na região, o Junior veio para São Bento do Sapucaí para escalarmos algumas rotas.

2° Feira:
Logo propus de entrarmos em uma nova via recem aberta pelo Renatinho e pelo Beto "Capacete" a via "Noia de Cão" e de linkarmos na Gregos e Troianos, na Learning to Fly, na Anormal e por fim na Pássaros, o que ficou bem interessante e foi muita curtição, foram ao todo 7 cordadas da base do Baú até o cume.
Quero parabenizar os conquistadores por essa conquista, ficou bem interessante e tem muito a agregar para o local onde foi aberta.
A via sai do chão e logo na 2° chapa tem o crux da via, creio ser um 7°a o lance e após alguns lances de equilibrio acessa uma fenda onde se protege muito bem com friends, é bom caprichar nas peças pois o esticão para a base é audacioso. Achei por alguns instantes que havia perdido a base e já estava mirando umas árvores para parar, mas, ufa, encontrei a base depois de mais de 10 metros de um IV grau sem possibilidades de colocação.
Fizemos uma pequena cordada para acessar o plato que sai a Gregos e Troianos, onde o Junior guiou a 1° enfiada, eu guiei a 2° até a base do diedro da Learning.
O Junior me deu a honra de guiar o diedro da Learning, havia me esquecido como legal ele é, fazia tempo que não entrava nele, estiquei até a base da Anormal a qual o Junior guiou tranquilamente.
Para finalizar, apesar do frio e do vento que incomodavam um pouco fizemos a Pássaros e felizmente chegamos ao cume sendo os unicos a contemplar o lindo dia de inverno que fazia na região.

3°Feira:
Tinha uma pendência em conhecer a Serra do Pedrão em Pedralva, aproveitando a parceria do Junior, propus fazermos a via clássica do local a Evolução.
Muito bacana a rota, inteira em proteções fixas, fizemos grande parte dela em simultâneo, com exceção da enfiada antes e depois do tal forninho.......e após muito calor na parede, chegamos ao cume literalmente cozidos pelo sol, haviamos optado em rapelar e após 7 rapéis de 50 mts estavamos na base da via.

4° Feira:
Descanso, descanso...... fomos tomar mate na cachoeira do Serrano e fazer uma visita ao Milton que serve o melhor chopp e cachaça da cidade, está em novo local (antigamente era conhecido como Bar Priscila) agora virou Bar do Milton na Rua de baixo da principal, local obrigatorio de parada após as escaladas........

5° Feira:
Previsão de chuva para este dia a noite, então fomos fazer uma força e gastar tudo que temos na Pedra da Divisa.
Entramos na Panico, Kalymaya, Quem Mandou não estudar e Comunista, após alguns meses sem ir a um setor esportivo a resistencia já não é a mesma.
Assim que escureceu veio a chuva fora de época novamente, tema este que irei abordar em breve no blog: " O Efeito e a consequencia das mudanças climáticas"

A Invasão do Sagaz Homem Fumaça

A Invasão do Sagaz Homem Fumaça D4 6° VIIb (A2) E3, 210m
Por: Bruno Matta e Rodrigo Vasconcellos “Braga”


Foi conquistada entre o final de Junho e inicio de Julho esta nova rota no Bauzinho, com 210 metros aproximados de extensão, ela apresenta lances audaciosos, exigentes, complexos e comprometedores divididos em 6 cordadas de pura emoção e diversão. É um prato cheio para quem gosta de escalada e aventura.
1° cordada:
Ela sai logo a esquerda do diedro inicial da Neurônios Fritos, em alguns lances de aderência e logo alguns metros do chão, você protege em uma chapa e manda um lance de equilíbrio (Vsup), alcança uma fissura na sua direita, protege bem com alguns móveis e após um esticão tranqüilo, chega na 2° chapa da via, logo abaixo de uma pequena barriga, antes de vira-la, você protege alto com um friend pequeno-médio e sai segurando em algumas ranhuras da rocha, protegendo da melhor maneira possível, toca para um pequeno diedro que tende para direita.
Neste mini diedro, protege-se razoavelmente bem e faz uma virada de outra barriga (VI) para a sua esquerda, protege novamente e sai tocando em sentido da 3° chapa da cordada. Após a 3° proteção fixa da cordada, estica sentido uma fissura que inicia na vertical e depois vai para a horizontal abaixo do platô de mato, protege-se bem nessa fissura e domina o platô em um lance de trepa mato.
2° cordada:
Esta cordada é cheia de surpresas, sai da base mista (grampo P e móveis) protegendo com alguns friends pequenos e ao domínar o batente (Vsup), protege-se com um offset e toca para a 1° chapa da cordada. Nesta chapa surge um lance de regletes bem interessante até depois da 2° chapa (VIIa), onde só dá uma aliviada quando você segura na laca.
Apesar da aparência e do barulho de oca, está super sólida, tendo sido bem testada na conquista, protege-se com uma nut grande e Power, entra em um lance bem delicado de equlíbrio e reglets (VIIb) até a 3° chapa da cordada. Faz um pequeno contorno de uma barriga pela esquerda e costura a 4° chapa da cordada, neste lance (VIIa) quem prestar a atenção nos pés da direita estará salvo e quando menos espera pega um buraco e protege com um camalot #1 a prova de bomba, vai tocando sentido fenda horizontal, assim que acessa a fissura a diversão começa, toca apenas em móveis até a base do grande diedro que cruza a parte inferior do teto do Bauzinho.

3° cordada:
Um presente para o complexo, 30 metros inteiros em móvel de tirar o fôlego, a qualidade da rocha dessa fenda horizontal que cruza o teto do Bauzinho na sua parte inferior é impressionante. Sai da base e protege muito bem no diedro, faz o crux da cordada, uma pequena travessia para a direita para alcançar a outra fenda (VI sup), assim que acessa essa fenda é pura curtição, rocha sólida e com possibilidades de colocações a cada instante, filé esta cordada.

4° cordada:
A qualidade da rocha é impressionante, com muitas possibilidades de colocações, domina uma pequena barriga em artificial com peças bombásticas, pega uma fenda uma diagonal para a direita e quando surge à possibilidade sai em cliffs de agarra e buracos, sentido fendão no teto. Antes de entrar no negativo do teto, protege em uma chapa.
Com muitas agarras e fendas sólidas, segue tocando no negativo até alcançar a 2° chapa da cordada, estando totalmente aéreo, segue pela fenda que cruza o teto, e assim que vira protege na 3° chapa da cordada, tocando em furos de cliffs até a P4. Esta enfiada apresenta muita possibilidade de ser feita em livre, um possível 9b/c, tendo sido os lances ensaiados, as proteções móveis são a prova de bomba e a negatividade da parede permite voar a vontade.

5° cordada:
Ainda na parte negativa da parede, sai da base e costura uma chapa, manda um lance com agarras solidas e levemente negativo (VIIa), protege a 2° chapa e domina um pequeno platô, protege-se a 3° chapa e a 4° em lances ainda delicados (VI) e toca sentido diedro. Este diedro é muito sólido e com ótimas colocações, é quase uma dádiva, tendo se mantido intocados nestes últimos anos, é bem visual e tranqüilo (V), segue nele até o platô de mato e um pouco antes de dominar o platô, desvia-se dos blocos soltos pela direita e chega na P5.
6° cordada:
Inteira em proteções móveis, sai da base e mira um diedro, logo acima (uns 20 mts), protege da melhor maneira possível até chegar nele e quando chega nele,só diversão com proteções a prova de bomba. Toca pro cume e quando chega à vegetação segue para a direita sentido base final da Neurônios a qual utilizamos para finalizar a esta nova via. Trocamos uma das proteções antigas de rebite por uma chapa com bolt.
Resultado melhor não podia ser esperado, 2 cordadas totalmente em móvel, uma cordada em artificial e as outras 3 cordadas mistas. Está pensando em entrar nela quando?

Boas escaladas

sábado, 27 de junho de 2009

Nova Via na Face Norte do Baú - Seu Madruga e os Chaves

Eu, arrumando o equipo após 1 dia de trampo

A escalada e, principalmente, o montanhismo paulista está passando por uma fase de transição e mudanças em seus conceitos, idéias e tendências. Desse modo a conquista de novas vias/ rotas de escalada sempre agregam positivamente para o desenvolvimento do esporte e dos seus praticantes, já que somente o aumento da diversidade de escaladas por diferentes escaladores poderá trazer o salto quântico que o nosso esporte necessita.
O Complexo do Baú trata-se da meca da escalada e do montanhismo paulista, através das suas faces verticais, negativas e positivas esconde-se uma caixinha de surpresas, com lindas linhas naturais de escalada juntamente com escaladas expostas, comprometidas, exigentes e principalmente inteligentes.
A face Norte do Baú, em especial, o local compreendido entre as via Distraídos Venceremos e a Chora Negão, pode ser considerado como novo campo escola de escaladas modernas e que reúne todas as características necessárias para o desenvolvimento do esporte e, principalmente, para as novas tendências que estão acontecendo na região da Mantiqueira Paulista.
Esta face de escaladas do Baú apresenta uma extensão de 100 a 150 metros de um granito escuro, lavado pelas chuvas, altamente aderente e sólido, com lacas que parecem que vão estourar e buracos nada óbvios para proteções móveis nada triviais, caracterizam grande parte das novas vias que estão surgindo no setor.
A 1° via do local é de 2003 e chama-se Bito Meyer, trata-se de uma via interessante com a utilização de bastante equipamento móvel; desde então esta Face foi pouco explorada e teve poucas ascensões, ficando mistificada pela comunidade como sendo uma face de Big Wall e rocha podre. Foi quando em 2008, abriu-se a Cães e Caravanas, uma linha super moderna com passagens de oitavo grau no meio da parede do Baú, marcando o reinício das conquistas de grandes linhas na região.
Desde então a Face Norte do Baú vem recebendo novas conquistas, primeiras ascensões e algumas repetições, principalmente pelos escaladores Bito Meyer e Karina Filgueiras.

SEU MADRUGA E OS CHAVES
Esta linha faz uma homenagem ao falecido ator mexicano que interpretou de maneira brilhante o personagem Seu Madruga por diversos anos e o personificou por inúmeros segmentos e grupos sociais. Com fama de durão e encrenqueiro, tentava ditar as regras na vila do Chaves, assim como ocorre em diversos outros locais.
Esta nova escalada da Face Norte do Baú, foi uma linha visualizada pelo Bito Meyer a qual tive a oportunidade de participar em sua conquista e foi feita em 2 investidas ao todo.
A via sai do Plato MSP (Movimento dos Sem Paredes) a direita da via Bito Meyer, possui 4 cordadas totalizando em torno de 120 mts de rocha distribuídas da seguinte maneira
Na 1° Investida tive o privilégio de guiar as 2 °s cordadas com o Bito na segurança, enfiadas lindas, naturais, expostas e inteligentes, elas dão uma mostra do tempero da linha.

Eu conquistando a 1 cordada da via, vista lateral e vista de baixo

Linda Cordada, grau de dificuldade de V e com grau de exposição E3, sai do platô e logo protege em um grampo "P", após um pequeno balé com a sapatilha, acessa-se um pequeno diedro a esquerda do "P" onde se pode proteger com uma nut a prova de bombas. Segue por esse pseudo diedro, onde é possível proteger um pouco mais acima com um TCU meio raso ou uma nut; após esta proteção simbólica, segue a linha natural das agarras, tendendo para a esquerda até dominar o positivo no lance mais exposto da cordada, mas bem tranqüilo IV sup.
Após o esticão, protege no 2° "P" da cordada, onde segue tendendo novamente para a esquerda até alcançar um grande batente, por onde se segue até alcançar o 3° "P" da cordada, no conhecido esticão prof. Girafales em lances de agarras sólidas e rocha aderente. Após proteger nesta ultima proteção a linha irá tender para a direita sentido a concha que se forma na parede, protege-se antes de chegar na base em um friend médio e após 30 mts de cordada, chega-se a P1, com dois grampos "P"s na parada.
2° cordada:
Mesmo grau de dificuldade da primeira e de exposição, sai da parada em lances de agarras (IV sup) até o primeiro grampo da cordada, desse grampo segue-se a linha natural de agarras para a esquerda no sentido de um pequeno negativo alaranjado, em baixo desse negativo pode-se proteger muito bem, com friends médios grandes, o qual irá te proteger para virar o negativo (IV sup), após este lance, segue a linha de agarras e balcões até chegar a um buraco que lembra muito bem um olho, onde se protege muito bem com outro friend médio. Segue a linha natural de agarras novamente, até chegar a um pequeno platô, onde existem inúmeras possibilidades de colocação móvel, após alguns lances irá chegar a 2° proteção fixa da cordada a qual protege um lance vertical de agarras (V), novamente um pequeno balé para esquerda e depois para a direita e chega-sena P2 após 35 mts, uma confortável parada com direito a porta trecos e tudo mais.
Nesta investida, no feriado do 1° de maio, o Bito estava terminando uma conquista junto com a Karina a esquerda do teto da Cães, a via Suave Desespero, eles estavam bivacados nos ledges.
Resolvi entrar na via em solitário me auto assegurando para conquistar o restante da rota, bivaquei sozinho no MSP e após uma longa noite de estrelas, muito bem acompanhando por um destilado de Uva, acordei bem cedo e com a cidade de São Bento ainda coberta pela neblina matinal, toquei para cima na cordada seguinte.
3° cordada:
Bem interessante e diversificada, sai da base em lances de regletes e placa, no lance apelidado de lance da bruxa do 71, protegidos por uma seqüência de 3 chapeletas (VI), seguindo em direção ao teto com uma fissura horizontal, ou mais precisamente a um enorme bico, onde tem uns capins que lembram o cabelo da velha chata que atormentava o Chaves e a sua Turma, na virada do tetinho e que possui uma fissura a sua direita. Protege-se muito bem com friends pequenos na base do tetinho e na fissura ao lado e faz um lance aéreo e bonito (V°sup) para virar o pequeno tetinho e alcançar o positivo. Após alcançar o positivo, segue tendendo para a esquerda em sentido do teto triangular na tua esquerda, passa por uma fissura horizontal a qual protege com um friend médio e domina o platô que está a P-4, após 35 mts de cordada.
4° cordada:
Aérea, estética, bonita, com certeza uma das cordadas mais belas em livres da região. Esta cordada trata-se de um presente completando a via da melhor maneira possível.
Esta bem protegida para possíveis vôos, esta localizada em uma aresta a direita da Bito e do teto triangular do Bau com 8 proteções fixas trata-se de um final apoteótico para a escalada, com lances esportivos e atléticos possui o grau sugerido de 7°c, sendo possível roubar em alguns lances mas com passagens em livre obrigatórias, tornando necessário mandar alguns lances chaves e complexos.
Assim sendo deixamos mais uma contribuição para a escalada da região, uma via diversificada, completa e aguardando novas repetições.







Os Cavaleiros da Tavola Redonda

Certo dia estavamos conversando eu e o Bito a respeito de valores, principios, etica, moral que norteia o nosso estilo de vida e serve como mola propulsora para tomadas de decisões, foi quando em uma bela metafora, o Bito nos comparou com a Tavola Redonda.
Os Cavaleiros da Távola Redonda foram os homens premiados com a mais alta ordem da Cavalaria, na corte do Rei Artur, no Ciclo Arturiano. A Távola Redonda, ao redor da qual eles se reuniam, foi criada com este formato para que não tivesse cabeceira, representando a igualdade de todos os seus membros.
Assim como toda confraria, o encontro de pessoas e reunioes, assim como, a união de diferentes pensamentos, ideias e vontades acabam sendo complexos e as vezes lentos; já que em muitos casos, pessoas que se autodenominam pertencentes a um determinado segmento não fazem por merecer e não são efetivamente comprometidas com os ideais que deveriam seguir.
Desde cedo, tanto Arthur quando Merlin perceberam que a jornada para atingir uma meta – a unificação da Bretanha – não seria nada fácil se Arthur não atraísse para si poderosos aliados. Não pessoas influentes, mas gente. Pessoas dispostas a fazê-lo. Para realizar não bastava apenas querer, é necessário fazer.Dessa maneira a construção e a reforma de um sistema é algo natural, o qual a dinâmica das mudanças fazem parte de todo o fluxo energético que rege o planeta. Assim sendo pessoas que se autodenominam os “melhores” e vivem de atos e atitudes do passado, por mais influentes que já foram não são necessariamente as pessoas escolhidas para a construção de uma nova ordem e, sim, pessoas que estejam dispostas a fazer e agir em pró de um pensamento comum e igualitário."Nada acontece em torno de você se não houver sua permissão de alguma forma, ainda que inconsciente."
O discurso de mal necessário não é valido nessa situação de mudanças, já que apenas nos alinhamos e somos coniventes com uma situação que de certo modo nos simpatizamos e o fato de aceitarmos o errado em detrimento do que, em tese, defendemos não se justifica."Cuidado com o que você fala. Mais importante que ouvir o que os outros dizem, é ouvir primeiro a sua voz."Quando determinamos novos projetos, novas metas é comum comentarmos isso com alguém mais íntimo, com naturalidade. Todavia, conforme o tempo passa, muitas vezes somos obrigados a mudar nossos planos e mudar um pouco de curso, mas não de objetivo. Para alguém não ciente, dá-se a impressão que você não está indo a lugar nenhum.
O mundo presta atenção no que você diz. Desse modo é necessário possuirmos clareza nas nossas historias, princípios e ética, apenas assim poderemos construir uma nova ordem.
Espero que as mudanças que estão ocorrendo no Montanhismo Paulista e Brasileiro venha a suprir essa demanda e o atual vazio existente, assim sendo o atual movimento está aberto a pessoas que queiram compartilhar, crescer e aprender continuamente a essência do montanhismo, que durante a década de 90 apresentou uma escassez de valores e princípios, focando na idéia de ser um esporte de força, com a única intenção: de apertar pedra e resina.
Precisamos estar sempre abertos a enxergar a vida de forma diferente.